Se antes preço competitivo e prazo de entrega eram praticamente os únicos fatores decisivos para fechar um frete, agora o cenário é outro. Em 2026, regularização, estratégia e práticas sustentáveis passaram a ter peso real e, em muitos casos, determinante na escolha dos embarcadores.
Atualmente, eles buscam, acima de tudo, parceiros confiáveis, regularizados e alinhados às boas práticas de gestão. É justamente nesse contexto que o ESG ganha protagonismo.
No transporte rodoviário de cargas, que responde a mais de 60% da movimentação de mercadorias no Brasil, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), estar adequado às exigências legais e regulatórias deixou de ser um diferencial competitivo. Hoje, na prática, é o ponto de partida para qualquer transportadora que deseja continuar operando e disputando contratos no mercado. Continue a leitura e saiba mais.
Com a Resolução nº 1.020/2025, houve uma mudança importante nos cursos especializados, como o MOPP/CETPP, transporte coletivo e escolar. Antes, esses cursos tinham prazo de validade determinado, geralmente de cinco anos, e o motorista precisava refazê-los para manter a anotação ativa na CNH.
Com a nova resolução, o Contran manteve obrigatória a capacitação inicial para quem atua no transporte de produtos perigosos, mas passou a considerar o curso válido por tempo indeterminado.
A regra traz um ponto central: a data de vencimento da capacitação em relação à publicação da norma. De acordo com a Resolução nº 1.020/2025 e o entendimento das entidades do setor, não precisam renovar o curso os motoristas que:
Na prática, esses motoristas passam a ter o curso com validade indeterminada. Não será mais necessário refazer o MOPP/CETPP apenas por prazo.
Por outro lado, um grupo continua obrigado a renovar:
Para esses casos, continuam valendo as regras antigas: é preciso fazer ou renovar o curso em instituição autorizada, cumprir a carga horária e garantir o registro na CNH.
Entidades como a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) afirmam que a medida reduz burocracia e custos, sem diminuir a responsabilidade das empresas e motoristas.
Alguns impactos positivos:
Mesmo assim, é importante lembrar que, segundo a ONU, estima-se a existência de mais de três mil produtos classificados como perigosos no transporte. Por isso, regras claras, capacitação técnica e fiscalização eficiente continuam sendo essenciais.
A mensagem das entidades é clara: o fim da validade periódica não significa fim da responsabilidade. As empresas continuam obrigadas a garantir que apenas motoristas verdadeiramente capacitados conduzam esse tipo de carga.
A fiscalização segue sendo feita por diferentes órgãos:
A Resolução contraria uma prática antiga e agora o fiscal não vai mais verificar apenas se o curso venceu há cinco anos. Portanto, motoristas cujo curso tinha vencimento após a publicação da norma não precisam renová-lo. Ainda assim, é essencial manter o registro correto no RENACH e na CNH Digital e cumprir todas as demais regras aplicáveis.
Segundo Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP
Mesmo com a flexibilização da validade, a gestão de risco continua elevada. Algumas boas práticas que devem ser mantidas:
A ausência de prazo de validade não dispensa reciclagens internas. Empresas responsáveis devem investir em:
A nova norma do Contran elimina a validade periódica do curso de transporte de produtos perigosos, reduzindo burocracia e custos para quem já está certificado. Ainda assim, a responsabilidade na operação permanece integral.
Empresas e motoristas precisam manter procedimentos claros e padronizados, transformando regras em prática diária. A capacitação garante que as pessoas atuem com consciência dos riscos, aumentando a segurança de motoristas, cargas e meio ambiente.
Investir em qualificação também fortalece a competitividade da empresa, ajuda a reter talentos e melhora a satisfação dos clientes. Plataformas com Cursos de Trânsito EAD e o Portal do RNTRC facilitam o acesso à formação e à regularização junto à ANTT, tornando a operação mais eficiente e segura.
Em um mercado cada vez mais exigente, a capacitação profissional é a chave para o sucesso e a sustentabilidade das operações de transporte de produtos perigosos.
O Portal RNTRC é uma assessoria nacional que presta serviços para regularização de transportadores de cargas. Atendendo caminhoneiros e empresas de logística que precisam cumprir as exigências perante a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), não tendo vínculo direto com a Autarquia federal.
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O Portal RNTRC é uma assessoria nacional para transportadores de carga. Atendendo caminhoneiros e empresas de logística que precisam cumprir as exigências perante a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), não tendo vínculo direto com a Autarquia federal.
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